Celular e solidão: quando a tecnologia aproxima e quando pode afastar?

O celular pode ser uma ponte ou um substituto

Você pega o celular para conversar com alguém. Responde uma mensagem, abre uma rede social “só por alguns minutos” e, quando percebe, está rolando a tela sem falar realmente com ninguém.

Em outros momentos, acontece o contrário: uma mensagem de alguém querido chega na hora certa. Uma chamada aproxima quem está longe. Um grupo ajuda uma pessoa a encontrar outras que vivem uma situação parecida. Para quem tem dificuldade de sair de casa ou de estabelecer contatos presencialmente, o celular pode ser uma das principais portas de entrada para o mundo social.

Então, afinal, o celular aproxima ou aumenta a solidão?

A resposta encontrada pelos estudos recentes é menos simples — e mais interessante — do que parece.

A tecnologia não parece funcionar como uma espécie de botão que, quando acionado, produz solidão. O que importa é como, por que, quando e para que o celular está sendo usado.

Algumas pesquisas encontram associações entre uso problemático do smartphone e maior solidão. Outras encontram justamente o contrário: formas mais ativas de utilização, especialmente aquelas ligadas à comunicação e ao contato social, aparecem associadas a menor solidão e maior percepção de apoio.

Ao mesmo tempo, estudos recentes mostram que a própria solidão e o isolamento social estão relacionados a diferentes aspectos da saúde e do bem-estar.

O resultado é uma pergunta mais útil do que “o celular faz mal?”:

Quando o celular está ajudando a construir conexão e quando ele está apenas ocupando o lugar dela?


Solidão e isolamento social não são a mesma coisa

Antes de falar sobre tecnologia, é preciso separar dois conceitos que frequentemente aparecem como se fossem sinônimos.

Solidão é uma experiência subjetiva. Ela acontece quando a pessoa percebe uma distância entre as relações que tem e aquelas que gostaria de ter.

Por isso, alguém pode passar algumas horas sozinho e não se sentir solitário. Da mesma forma, uma pessoa pode estar cercada de colegas, familiares ou seguidores e ainda sentir que não tem com quem conversar de verdade.

Isolamento social, por outro lado, diz respeito a uma dimensão mais objetiva da vida social, relacionada à quantidade e ao tipo de contatos e conexões que uma pessoa mantém.

Os dois fenômenos podem acontecer juntos, mas não são a mesma coisa.

Essa diferença é importante porque uma pessoa pode ter muitos contatos no celular e, ainda assim, sentir falta de uma relação significativa.

Ter centenas de contatos não significa necessariamente ter alguém para ligar quando alguma coisa realmente importa.


Por que estamos ficando mais sozinhos?

Imagem: acervo pessoal

O que a ciência está descobrindo sobre a solidão

Um estudo publicado em 2026 na Nature Communications procurou investigar justamente as relações entre solidão, isolamento social e saúde.

Hilliard e colaboradores analisaram dados de grandes bases populacionais e utilizaram diferentes estratégias estatísticas, incluindo análises observacionais, controle entre irmãos e randomização mendeliana. O objetivo era tentar separar melhor simples associações de possíveis relações causais.

Os resultados encontraram evidências compatíveis com efeitos da solidão e do isolamento social sobre aspectos da saúde mental e do bem-estar, além de evidências de uma relação da solidão com pior saúde geral.

Mas há uma ressalva importante: o estudo não encontrou evidências de efeitos consistentes da solidão ou do isolamento social sobre desfechos físicos específicos de saúde. Os próprios autores ressaltam que isso não permite excluir definitivamente a possibilidade de outras relações.

Isso parece uma diferença pequena, mas não é.

Dizer que “a solidão causa doenças” seria uma conclusão maior do que os dados permitem.

O que a pesquisa oferece é algo mais cuidadoso: há evidências de que a solidão e o isolamento social estão relacionados a aspectos importantes da saúde, especialmente da saúde mental e do bem-estar, e há indícios de que algumas dessas relações podem ser causais.

Outro estudo recente ajuda a dimensionar o problema de uma maneira diferente.

Wang e colaboradores acompanharam dados de 277.489 adultos do UK Biobank inicialmente livres de sete grandes doenças crônicas e estimaram quanto tempo, a partir dos 50 anos, as pessoas poderiam esperar viver sem determinadas doenças físicas e transtornos mentais.

Entre as pessoas que apresentavam simultaneamente solidão e isolamento social, a expectativa estimada de vida livre de doenças era menor do que entre aquelas que não apresentavam nenhuma dessas condições.

Aos 50 anos, essa diferença estimada foi de:

  • 2,4 anos a menos livres de doenças físicas entre mulheres;
  • 1,7 ano a menos entre homens;
  • 3,7 anos a menos livres de transtornos mentais entre mulheres;
  • 5,8 anos a menos entre homens.

Esses números precisam ser interpretados corretamente.

Eles não significam que a solidão, sozinha, tenha “roubado” esses anos de vida. Trata-se de uma associação observada em dados populacionais, não de uma demonstração de que a solidão foi a causa direta daquela diferença individual.

Ainda assim, o resultado reforça uma ideia importante: solidão e isolamento social não são questões triviais quando pensamos em saúde.


Mas onde entra o celular nessa história?

É justamente aqui que a discussão fica mais interessante.

Se a solidão está relacionada à qualidade das conexões sociais, o celular pode desempenhar papéis muito diferentes.

Ele pode facilitar uma conversa com alguém que mora longe. Pode permitir que uma pessoa encontre uma comunidade que não existe em seu ambiente físico. Pode ajudar alguém socialmente isolado a manter contato com outras pessoas.

Mas também pode ocupar o tempo que antes seria usado para conversar, participar de uma atividade ou simplesmente estar presente com outras pessoas.

Por isso, a pergunta “quanto tempo você passa no celular?” pode ser menos informativa do que parece.

Duas pessoas podem passar exatamente uma hora olhando para a tela e viver experiências sociais completamente diferentes.

Uma pode passar esse tempo conversando com um amigo, participando de um grupo de apoio ou fazendo uma chamada de vídeo.

A outra pode passar a mesma hora alternando entre vídeos, comparações sociais e conteúdos que não deixam nenhuma sensação de conexão ao final.

O relógio marca o mesmo tempo.

A experiência psicológica, não.


Conexão não é a mesma coisa que distração

Essa talvez seja uma das distinções mais importantes para entender a relação entre tecnologia e solidão.

Usar o celular não é necessariamente uma atividade social.

Uma conversa pode criar proximidade. Uma troca de mensagens pode oferecer apoio. Um grupo pode produzir pertencimento.

Mas consumir passivamente conteúdos, observar a vida de outras pessoas ou simplesmente preencher qualquer momento de silêncio com uma tela pode ter outra função.

Isso não significa que assistir a vídeos, jogar ou navegar na internet seja necessariamente prejudicial.

O problema aparece quando a tecnologia deixa de ser uma ferramenta escolhida conscientemente e passa a ocupar automaticamente o espaço que poderia ser preenchido por outras experiências.

A diferença pode estar menos no aparelho e mais na função que ele exerce.


Quando o uso do celular pode entrar em um ciclo de solidão

Imagem: acervo pessoal

Quando o uso do celular pode entrar em um ciclo de solidão

Uma pesquisa publicada em 2026 na Acta Psychologica analisou 566 estudantes universitários chineses e encontrou associação entre uso problemático do celular e maior solidão. O modelo estatístico proposto pelos pesquisadores também identificou relações envolvendo comparação social ascendente e avaliação negativa de si mesmo.

Isso ajuda a entender um possível mecanismo.

Imagine alguém que passa muito tempo observando nas redes sociais pessoas que parecem mais felizes, mais bonitas, mais populares ou mais bem-sucedidas.

A comparação pode produzir uma sensação de inadequação.

Essa sensação pode aumentar o desconforto com a própria vida social.

E, em vez de procurar uma interação mais significativa, a pessoa pode voltar para a própria tela.

É possível imaginar, assim, um ciclo:

mais comparação → pior percepção de si → maior desconforto → mais consumo passivo → menos experiências sociais significativas.

Mas é importante não transformar esse modelo em uma explicação causal definitiva.

O estudo é baseado em associações e em um modelo estatístico de mediação. Ele não demonstra, sozinho, que usar o celular de determinada maneira inevitavelmente provoca solidão.

Além disso, a relação pode funcionar em mais de uma direção.

Uma pessoa que já se sente solitária pode recorrer mais ao celular. Nesse caso, a solidão não seria apenas uma consequência possível do uso problemático — ela também poderia contribuir para esse padrão de uso.


O mesmo aplicativo pode ajudar uma pessoa e prejudicar outra

Essa é uma das razões pelas quais respostas muito simples sobre tecnologia costumam falhar.

Imagine duas pessoas usando o mesmo aplicativo.

Para uma delas, o aplicativo é a principal forma de manter contato com familiares que moram em outra cidade.

Para a outra, ele é principalmente um lugar de comparação, consumo passivo e busca constante por aprovação.

O aplicativo é o mesmo. A função psicológica é diferente.

Uma pesquisa publicada no Frontiers in Public Health em 2026 encontrou relações entre ansiedade social, suporte social percebido, frequência de uso do smartphone e uso problemático do aparelho em 597 estudantes universitários chineses. Os resultados indicaram associações entre essas variáveis e um padrão de mediação envolvendo suporte social e frequência de uso.

Mas os próprios pesquisadores tratam os resultados como correlacionais.

Isso significa que não é possível concluir simplesmente que a ansiedade social causa uso problemático do smartphone ou que o smartphone causa ansiedade social.

Pode haver influência em diferentes direções e outros fatores envolvidos.

Esse cuidado é fundamental quando falamos de comportamento digital.


O celular pode ser uma ponte ou um substituto

Imagem: acervo pessoal

O celular pode ser uma ponte ou um substituto

Outro estudo, publicado no Archives of Psychiatric Nursing, observou 250 adultos atendidos por serviços comunitários de saúde mental, incluindo participantes com diagnósticos como esquizofrenia, transtornos psicóticos e transtorno bipolar.

Nesse grupo, formas mais ativas de uso do smartphone apareceram associadas a menor solidão e maior suporte social percebido. O suporte social percebido foi o fator mais fortemente relacionado à solidão no estudo.

Esse resultado é particularmente interessante porque contraria uma ideia muito difundida: a de que usar o celular necessariamente significa se afastar das outras pessoas.

Não significa.

Para alguém socialmente isolado, o smartphone pode ser uma ferramenta de aproximação.

Uma mensagem pode ser a primeira etapa de uma conversa.

Uma chamada pode manter uma relação viva.

Um grupo virtual pode oferecer pertencimento quando a pessoa não encontra esse pertencimento no ambiente presencial.

Mas há uma diferença importante entre usar a tecnologia para acessar relações e usar a tecnologia para substituir continuamente as relações.

O estudo de Basogul e colaboradores também precisa ser interpretado dentro de seus limites: trata-se de um estudo transversal, realizado em uma população específica de pessoas que recebiam atendimento em serviços comunitários de saúde mental. Ele não permite afirmar que usar mais o smartphone cause redução da solidão.

É possível, por exemplo, que pessoas com maior suporte social simplesmente utilizem mais o celular para manter essas relações.


Então estamos ficando mais sozinhos?

Essa é uma pergunta tentadora, mas os estudos analisados aqui não permitem afirmar que toda a população esteja ficando progressivamente mais solitária.

O estudo de Hilliard investigou as relações entre solidão, isolamento social e saúde; não foi uma demonstração de que o mundo inteiro esteja se tornando mais solitário.

Essa diferença importa porque uma manchete como “estamos ficando mais sozinhos” pode sugerir que existe uma tendência populacional já comprovada, quando as pesquisas citadas aqui respondem a perguntas diferentes.

O que podemos dizer com mais segurança é outra coisa:

A solidão e o isolamento social estão associados a aspectos importantes da saúde e do bem-estar, e a forma como usamos a tecnologia pode fazer parte dessa equação.

Talvez essa seja uma descoberta menos chamativa, mas muito mais útil.

A questão não é apenas saber se estamos usando mais tecnologia.

É saber o que a tecnologia está fazendo dentro da nossa vida social.


Talvez a solução não seja simplesmente usar menos o celular

Imagem: acervo pessoal

Talvez a solução não seja simplesmente usar menos o celular

Quando aparece uma discussão sobre tecnologia e saúde mental, a recomendação mais intuitiva costuma ser:

“É só diminuir o tempo de tela.”

Às vezes, reduzir o uso pode realmente ajudar.

Mas isso não resolve necessariamente o problema central.

Se uma pessoa passa três horas por dia no celular porque não tem ninguém com quem conversar, simplesmente retirar o aparelho pode produzir três horas de vazio — não três horas de conexão.

A pergunta mais produtiva talvez seja:

“O que eu estou fazendo no celular e o que está ficando de fora por causa disso?”

Se o aparelho está sendo usado para conversar com pessoas importantes, manter vínculos e encontrar comunidades, reduzir indiscriminadamente o tempo de uso pode até retirar uma fonte de conexão.

Se ele está sendo usado principalmente para evitar situações sociais, alimentar comparações ou preencher automaticamente qualquer momento de desconforto, mudar esse padrão pode ser útil.

Por isso, qualidade e função do uso podem ser tão importantes quanto quantidade.


E se a solidão já estiver presente?

Existe ainda outra questão.

A solidão pode não ser apenas resultado da falta de contato. Ela também pode tornar mais difícil buscar contato.

Quando alguém se sente desconectado, pode surgir vergonha, ansiedade, sensação de rejeição ou a impressão de que ninguém realmente se importa.

A pessoa pode começar a evitar convites.

Pode deixar mensagens sem resposta.

Pode acreditar que procurar alguém seria inconveniente.

E, pouco a pouco, a falta de conexão pode se transformar em menos oportunidades de conexão.

Isso pode formar um ciclo:

Solidão → sofrimento emocional → afastamento → menos oportunidades de conexão → mais solidão.

Nesse contexto, dizer simplesmente “saia mais” ou “converse com alguém” pode ser insuficiente.

Uma conexão significativa não é apenas quantidade de interações.

É ter reciprocidade, pertencimento, apoio e a sensação de ser conhecido por alguém.

É por isso que uma pessoa pode ter centenas de seguidores e ainda sentir que não tem para quem ligar.


O que podemos concluir?

Os estudos recentes não contam uma história simples de “tecnologia boa” ou “tecnologia ruim”.

Eles apontam para algo mais complexo.

O que já sabemos com mais segurança

Solidão e isolamento social são fenômenos diferentes, embora possam coexistir.

A solidão é uma experiência subjetiva de desconexão; o isolamento social envolve uma dimensão mais objetiva das relações sociais.

Também temos evidências de que solidão e isolamento social estão relacionados a aspectos importantes da saúde mental, do bem-estar e da saúde geral.

O que os estudos sugerem

O uso do smartphone não tem um efeito único sobre a solidão.

Em alguns contextos, formas mais ativas de uso e comunicação podem estar associadas a maior suporte social e menor solidão. Em outros, o uso problemático aparece associado a maior solidão e a processos como comparação social e pior avaliação de si mesmo.

Isso sugere que a função do uso importa.

O celular pode ser uma ponte para relações humanas.

Também pode se transformar em um substituto delas.

O que ainda não sabemos

Ainda não existe uma resposta simples para dizer quanto uso de celular é “demais” para todas as pessoas.

Também não podemos concluir, a partir desses estudos, que o smartphone seja uma causa isolada de solidão, ansiedade social ou outros problemas de saúde mental.

Grande parte das pesquisas nessa área é observacional ou correlacional, e mesmo modelos estatísticos mais sofisticados não eliminam automaticamente todas as limitações desse tipo de evidência.

Além disso, os estudos analisados aqui foram realizados em populações específicas, como estudantes universitários chineses ou pessoas atendidas por serviços de saúde mental.

Isso limita o quanto podemos generalizar seus resultados para toda a população.

O que isso significa para você?

Talvez a pergunta mais útil não seja:

“Quanto tempo eu passo no celular?”

Mas:

“Depois de usar o celular, eu me sinto mais conectado ou apenas mais distraído?”

Se uma chamada aproxima você de alguém importante, o celular está cumprindo uma função de conexão.

Se uma conversa ajuda você a encontrar apoio, ele pode estar funcionando como uma ponte.

Mas se horas de rolagem terminam deixando você mais comparativo, mais distante ou com a sensação de que esteve perto de muitas pessoas sem realmente estar com ninguém, talvez seja hora de observar esse padrão.

Não porque a tecnologia seja necessariamente o problema.

Mas porque uma ferramenta pode ocupar um espaço que antes pertencia a uma necessidade humana.

E a necessidade de conexão continua existindo.


Continue explorando

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Referências

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Wang X, Ma H, Heianza Y, Liang Z, Franco OH, Qi L. Associations of loneliness, social isolation and healthy lifestyle with life expectancy free of major physical disease and mental disorder. Nat Commun. 2026 Ago 20;17:6816. doi:10.1038/s41467-026-74498-8. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41467-026-74498-8

Basogul C, Satil EM, Arabaci LB, Cengisiz C, İşçen E. Associations between smartphone use, loneliness, and perceived social support among adults receiving community mental health services: A cross-sectional study. Arch Psychiatr Nurs. 2026 Ago;63:152172. doi:10.1016/j.apnu.2026.152172. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.apnu.2026.152172

Yuan G, Cheng Z, Gui J, Zhang Y, Zhao H, Li Y. The impact of problematic mobile phone use on loneliness among college students in the digital intelligence era: A chain mediating model with moderation effects. Acta Psychol (Amst). 2026 Ago;268:107212. doi:10.1016/j.actpsy.2026.107212. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.actpsy.2026.107212

Liu C, Hao Z. The relationship between social anxiety and problematic smartphone use: the serial mediation model of perceived social support and smartphone use frequency. Front Public Health. 2026 Jul 17;14:1865846. doi:10.3389/fpubh.2026.1865846. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fpubh.2026.1865846


Nota editorial

Os estudos apresentados neste artigo identificam associações entre diferentes padrões de uso de tecnologia, solidão e suporte social. Eles não permitem concluir que o uso de celular, isoladamente, cause solidão ou determine o bem-estar psicológico de uma pessoa.

Enfermeiro | Especialista em Saúde Mental (Dependência Química) e Enfermagem do Trabalho Renato Ozeki é enfermeiro formado em 2010, com especializações em Saúde Mental, com ênfase em Dependência Química, e Enfermagem do Trabalho. Atua na Universidade de São Paulo desde 2014 em atividades relacionadas à saúde mental, além de participar de atividades de formação e realizar palestras na área.

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