Sofrimento sociopolítico: quando o sofrimento não está apenas dentro de você

E se o seu sofrimento não estiver apenas dentro de você?

Durante anos de atendimento em saúde mental, é possível perceber um padrão que nem sempre aparece quando olhamos apenas para sintomas: algumas pessoas chegam ao cuidado psicológico carregando problemas que não começaram exatamente dentro delas.

Há quem esteja sofrendo em um ambiente de trabalho marcado por assédio ou sobrecarga. Há quem viva conflitos familiares constantes. Há quem esteja submetido à discriminação, à insegurança econômica, à violência ou à falta de uma rede de apoio. E há situações em que o próprio território onde a pessoa mora ou circula oferece poucos recursos de proteção.

Isso não significa que fatores biológicos, psicológicos ou individuais sejam irrelevantes. Eles continuam sendo fundamentais para compreender a saúde mental.

A questão é outra: será que é possível compreender completamente o sofrimento de uma pessoa sem olhar para as condições em que ela vive?

É nesse ponto que o conceito de sofrimento sociopolítico, desenvolvido pela psicanalista Miriam Debieux Rosa, oferece uma lente importante. Em seu trabalho, Rosa discute como relações de poder, exploração, controle e desqualificação social podem participar da produção de experiências de sofrimento e de silenciamento.

Mas existe um cuidado importante: sofrimento sociopolítico não é um diagnóstico clínico e não significa que todo sofrimento psicológico seja causado pela sociedade.

O conceito propõe ampliar a pergunta.

Em vez de olhar apenas para aquilo que acontece dentro da pessoa, também podemos investigar o que está acontecendo ao redor dela e como essas dimensões se encontram.


O sofrimento psicológico acontece dentro de uma história

Quando alguém apresenta ansiedade, depressão, insônia, esgotamento ou problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, é natural procurar explicações individuais.

Podemos investigar características pessoais, história de vida, predisposições biológicas, experiências anteriores, formas de interpretar acontecimentos, hábitos, relações e muitos outros fatores.

Tudo isso pode ser relevante.

O problema surge quando a explicação individual passa a ser a única explicação considerada.

A saúde mental é influenciada por múltiplos fatores. A Organização Mundial da Saúde destaca que condições sociais, econômicas, ambientais e estruturais participam da formação das oportunidades de saúde e dos riscos para o bem-estar mental.

Isso inclui fatores como pobreza, desemprego, insegurança no trabalho, discriminação, violência, condições de moradia, isolamento social e acesso desigual a recursos.

Isso não significa que essas condições produzam automaticamente um transtorno mental.

Significa que elas podem alterar o conjunto de riscos e de recursos disponíveis para uma pessoa.

Duas pessoas podem ter características individuais semelhantes e, ainda assim, enfrentar condições de vida muito diferentes.

Uma pode contar com uma família que oferece apoio.

Outra pode viver conflitos constantes.

Uma pode trabalhar em um ambiente seguro, com autonomia e reconhecimento.

Outra pode depender de um emprego no qual sofre assédio e recebe demandas incompatíveis com o tempo disponível.

Uma pode ter acesso relativamente rápido a serviços de saúde.

Outra pode enfrentar barreiras financeiras, geográficas ou institucionais.

Não é apenas a pessoa que muda. As condições ao redor dela também mudam.


Imagem: acervo pessoal

Afinal, o que é sofrimento sociopolítico?

O termo ganhou destaque no trabalho de Miriam Debieux Rosa, especialmente no artigo Sofrimento Sociopolítico, Silenciamento e a Clínica Psicanalítica, publicado em 2022 na revista Psicologia: Ciência e Profissão.

A autora discute formas de gestão política, controle e exploração que podem participar da produção de sofrimento, incluindo experiências de angústia, culpa, vergonha e humilhação social.

O conceito também está relacionado ao sofrimento vivido por pessoas que ocupam posições socialmente desqualificadas em razão de fatores econômicos, raciais, culturais, religiosos e de gênero, entre outros.

Aqui está uma distinção importante.

Rosa não está propondo que a sociedade explique sozinha todos os casos de sofrimento psicológico.

Sua contribuição está em mostrar que existem experiências nas quais as relações de poder e as condições sociais não são apenas um pano de fundo. Elas fazem parte da própria situação que precisa ser compreendida.

Por isso, o conceito pode ser especialmente útil quando uma pessoa sofre em circunstâncias nas quais existem desigualdade, violência, exploração, discriminação, desamparo ou dificuldade de reconhecimento social.

Nesse sentido, uma pergunta clínica ou social pode mudar de:

“O que há de errado com essa pessoa?”

para:

“O que aconteceu com essa pessoa e em que condições isso aconteceu?”

Essa mudança não elimina a dimensão individual. Ela acrescenta contexto.


Por que o silenciamento importa?

Um dos elementos centrais da discussão de Rosa é a relação entre sofrimento sociopolítico e silenciamento.

Pense em uma pessoa submetida a assédio no trabalho.

Ela pode perceber que alguma coisa está errada, mas ter medo de falar.

Pode depender financeiramente daquele emprego.

Pode acreditar que ninguém vai acreditar nela.

Pode ouvir repetidamente que aquilo é apenas parte da rotina profissional.

Pode sentir vergonha.

Pode começar a questionar a própria percepção.

Nesse cenário, o problema não é apenas o sofrimento provocado pela situação. Existe também uma dificuldade de nomear aquilo que está acontecendo e encontrar reconhecimento para a própria experiência.

Rosa relaciona essa dificuldade à ideia de desamparo discursivo: a pessoa pode ter dificuldade para construir uma narrativa sobre sua experiência, situá-la socialmente e encontrar um espaço no qual ela possa ser reconhecida e escutada.

Isso ajuda a entender por que algumas formas de sofrimento permanecem invisíveis durante muito tempo.

Uma pessoa discriminada pode aprender que reclamar traz consequências.

Um estudante submetido a assédio pode temer denunciar alguém que possui mais poder institucional.

Alguém vivendo violência dentro de casa pode depender economicamente da própria pessoa que o agride.

Uma pessoa em situação de extrema vulnerabilidade pode interpretar privações estruturais como se fossem exclusivamente resultado de uma suposta incapacidade pessoal.

Sofrer e conseguir falar sobre o próprio sofrimento não são necessariamente a mesma coisa.


O trabalho é um dos lugares onde essa relação fica mais evidente

O trabalho pode ser uma fonte importante de renda, identidade, pertencimento e realização.

Mas também pode ser um espaço de risco para a saúde mental.

Sobrecarga, baixa autonomia, insegurança, assédio, violência, jornadas inadequadas e falta de apoio são exemplos de condições que podem contribuir para o sofrimento relacionado ao trabalho.

A Organização Mundial da Saúde recomenda, por isso, que a promoção da saúde mental no trabalho não se limite a ensinar indivíduos a lidar melhor com o estresse. Suas diretrizes também incluem intervenções organizacionais, capazes de modificar ou reduzir riscos presentes nas próprias condições de trabalho.

Isso produz uma consequência prática importante.

Imagine uma empresa na qual os trabalhadores recebem treinamento de respiração, técnicas de relaxamento e orientações sobre gerenciamento do estresse.

Essas estratégias podem ser úteis.

Mas imagine que, ao mesmo tempo, a empresa mantenha:

  • demandas incompatíveis com o número de trabalhadores;
  • jornadas excessivas;
  • metas inviáveis;
  • assédio;
  • baixa autonomia;
  • comunicação fora do horário de trabalho;
  • ausência de mecanismos efetivos de proteção.

Nesse caso, ensinar estratégias individuais pode ajudar alguém a lidar com parte do sofrimento, mas não substitui a necessidade de modificar uma condição de trabalho que permanece problemática.

Essa distinção é importante porque evita dois extremos.

O primeiro seria dizer que tudo é responsabilidade do indivíduo.

O segundo seria afirmar que intervenções individuais nunca têm valor.

A evidência não sustenta nenhum dos dois extremos.

O cuidado mais adequado depende da situação. Quando o risco está também na organização do trabalho, a prevenção precisa alcançar a organização do trabalho.


A família pode ser uma rede de proteção ou uma fonte de sofrimento

Imagem: acervo pessoal

A família pode ser uma rede de proteção ou uma fonte de sofrimento

A mesma lógica pode ser aplicada à família.

É comum falar sobre a importância do apoio familiar para a saúde mental. E esse apoio pode, de fato, funcionar como um importante recurso de proteção.

Mas família não é sinônimo automático de segurança.

Pode existir abandono, violência, negligência, controle, conflito persistente, sobrecarga de responsabilidades ou ausência de apoio.

As experiências adversas na infância são um exemplo particularmente estudado.

Uma revisão abrangente publicada em 2022, reunindo 68 revisões sistemáticas, encontrou associações entre experiências adversas na infância e maior risco de transtornos mentais comuns e suicidabilidade.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026, envolvendo 56 estudos, 40 deles incluídos na meta-análise, também encontrou uma associação importante entre o acúmulo de experiências adversas na infância e o risco de transtornos mentais. O estudo identificou ainda um padrão no qual o risco aumentava à medida que se acumulavam diferentes adversidades.

Mas aqui a cautela é essencial.

Uma experiência adversa não determina o futuro de uma pessoa.

Mesmo quando uma associação é forte, isso não significa que seja possível prever o que acontecerá com um indivíduo específico.

Pessoas expostas às mesmas condições podem apresentar trajetórias muito diferentes.

A história de vida importa, mas não funciona como uma sentença.


E quando a comunidade deixa de proteger?

Existe ainda uma dimensão que pode passar despercebida: o lugar onde a pessoa vive.

Um território pode oferecer relações de vizinhança, serviços, espaços de convivência, oportunidades, segurança e pertencimento.

Também pode oferecer violência, insegurança, isolamento, discriminação e pouca disponibilidade de recursos.

Essas condições não determinam automaticamente a saúde mental de quem vive ali. Mas podem modificar os riscos enfrentados e os recursos disponíveis para lidar com eles.

Isso também ajuda a colocar a ideia de rede de apoio em termos mais concretos.

Dizer para alguém “procure ajuda” parece simples.

Mas a pergunta seguinte deveria ser:

Ajuda de quem?

Quem pode ouvir essa pessoa?

Quem pode acompanhá-la?

Quem pode ajudá-la a procurar um serviço?

Quem percebe que alguma coisa não está bem?

Quem está disponível quando surge uma crise?

Uma meta-análise publicada em 2022 reuniu 177 estudos e 113.427 participantes e encontrou uma associação consistente entre maior suporte social e menores níveis de solidão.

Esse resultado não significa que aumentar o número de pessoas ao redor de alguém seja uma solução automática para o sofrimento.

Suporte social não é simplesmente quantidade de contatos.

É também a percepção de que existem relações nas quais a pessoa pode encontrar apoio, pertencimento e ajuda.

Por isso, quando uma rede de apoio não existe, dizer apenas “converse com alguém” pode ser insuficiente.


Isso significa que a sociedade causa os transtornos mentais?

Não.

Essa é provavelmente a principal ressalva necessária ao discutir sofrimento sociopolítico.

O conceito não permite concluir que depressão, ansiedade, transtornos por uso de substâncias ou outros problemas de saúde mental sejam simplesmente produtos da sociedade.

A saúde mental resulta da interação de múltiplos fatores.

Biologia, genética, desenvolvimento, experiências de vida, relações, condições econômicas, ambiente, comportamento, acesso a cuidados e muitos outros elementos podem participar dessa história.

Além disso, estar exposto a um fator de risco não significa necessariamente desenvolver um transtorno.

A própria Organização Mundial da Saúde ressalta que não existe um único fator capaz de prever de forma confiável os resultados de saúde mental de uma pessoa.

Por isso, o valor do conceito de sofrimento sociopolítico não está em substituir uma explicação individual por uma explicação social.

Está em impedir que a explicação individual seja usada para apagar o contexto.


O que o conceito de sofrimento sociopolítico acrescenta?

Imagem: acervo pessoal

O que o conceito de sofrimento sociopolítico acrescenta?

A principal contribuição talvez esteja na mudança de perguntas.

Em vez de perguntar somente:

“Qual é o diagnóstico?”

também podemos perguntar:

“O que essa pessoa está vivendo?”

Em vez de:

“Por que ela não consegue sair dessa situação?”

podemos perguntar:

“Quais recursos ela possui para conseguir sair?”

Em vez de:

“Por que ela não procurou ajuda antes?”

podemos perguntar:

“Ela tinha para quem pedir ajuda?”

E, diante de uma pessoa em sofrimento:

“Estamos olhando apenas para ela ou também para as condições nas quais esse sofrimento está acontecendo?”

Essas perguntas não substituem diagnóstico, tratamento ou acompanhamento profissional quando eles são necessários.

Elas ajudam a evitar uma compreensão estreita do problema.


É importante separar a força das evidências.

O conceito de sofrimento sociopolítico é uma contribuição teórica e clínica específica, associada ao trabalho de Miriam Debieux Rosa. Ele não deve ser tratado como se fosse um diagnóstico reconhecido nos principais sistemas classificatórios de transtornos mentais.

Já a literatura sobre determinantes sociais da saúde mental é mais ampla e reúne diferentes linhas de pesquisa.

Essas duas coisas se relacionam, mas não são sinônimas.

Também não podemos concluir que toda dificuldade emocional tenha uma causa social identificável.

Nem que identificar uma condição social difícil seja suficiente para explicar por que uma determinada pessoa adoeceu.

E estudos observacionais, revisões e meta-análises de associações não permitem automaticamente afirmar causalidade.

Por exemplo, encontrar uma associação entre pobreza e sofrimento mental não significa que exista uma única direção causal. O sofrimento mental também pode afetar emprego, renda, relações e condições de vida.

Na prática, essas relações podem formar ciclos.

Uma situação econômica difícil pode aumentar o estresse.

O estresse pode prejudicar o sono.

O sono ruim pode dificultar a regulação emocional.

O sofrimento pode prejudicar relações sociais.

A perda de vínculos pode reduzir o suporte disponível.

E a falta de suporte pode tornar ainda mais difícil enfrentar a situação inicial.

A realidade costuma ser mais parecida com uma rede de influências do que com uma linha simples de causa e efeito.


O sofrimento pode ser individual sem ser apenas individual

Talvez essa seja a distinção mais importante.

Reconhecer fatores sociais não significa retirar da pessoa sua individualidade.

Cada pessoa possui uma história, um corpo, características psicológicas, experiências, relações e formas próprias de interpretar o mundo.

Duas pessoas podem passar pela mesma situação e reagir de maneiras muito diferentes.

Por isso, seria tão inadequado afirmar que “tudo é psicológico” quanto afirmar que “tudo é social”.

A pergunta mais útil pode ser:

Como essas dimensões se encontram na história daquela pessoa?

Essa mudança de perspectiva também modifica a ideia de responsabilidade.

Reconhecer que condições sociais participam do sofrimento não significa dizer que a pessoa não possui nenhuma responsabilidade sobre a própria vida.

Significa reconhecer que responsabilidade individual tem limites.

Uma pessoa não escolhe todas as condições nas quais nasce.

Não controla todas as oportunidades que recebe.

Não controla necessariamente a posição econômica de sua família, o território onde cresce, a existência de discriminação, as relações de poder presentes em uma instituição ou as condições impostas por um empregador.

Cuidar da saúde mental também passa por reconhecer esses limites.


O que podemos concluir?

O que já sabemos com mais segurança

A saúde mental não é determinada apenas por características individuais. Condições sociais, econômicas, ambientais e estruturais também participam dos riscos e dos fatores de proteção.

Relações de apoio importam. A literatura encontra associação consistente entre suporte social e diversos aspectos do bem-estar, embora isso não signifique que uma rede social seja uma solução isolada.

As condições de trabalho podem ser relevantes para a saúde mental. Por isso, intervenções organizacionais fazem parte das recomendações internacionais de prevenção.

Experiências adversas na infância estão associadas a maior risco de problemas de saúde mental, especialmente quando diferentes adversidades se acumulam.

O que os estudos sugerem

O contexto social pode modificar a exposição a riscos e o acesso a recursos de proteção.

Desigualdade, discriminação, violência, precariedade e falta de suporte podem participar de trajetórias de sofrimento.

O sofrimento individual e as condições sociais podem se influenciar mutuamente ao longo do tempo.

O conceito de sofrimento sociopolítico pode ajudar a ampliar a escuta clínica e social para experiências que envolvem relações de poder, silenciamento e desqualificação social.

O que ainda não sabemos

Não é possível explicar o sofrimento de uma pessoa apenas identificando as condições sociais às quais ela está exposta.

Nem toda associação encontrada em estudos significa causalidade.

Uma mesma condição social pode afetar pessoas diferentes de maneiras diferentes.

O conceito de sofrimento sociopolítico não deve ser confundido com um diagnóstico clínico ou usado para explicar automaticamente qualquer forma de sofrimento psicológico.

O que isso significa para você?

Talvez cuidar da saúde mental envolva olhar para dentro, mas não precisa terminar aí.

Também pode ser importante olhar para as relações, o trabalho, a família, o território, as condições econômicas, as experiências de discriminação, as instituições e as redes de apoio.

Às vezes, perguntar apenas “o que está acontecendo com você?” é necessário, mas pode não ser suficiente. Também podemos perguntar:

“O que está acontecendo ao seu redor?” e “Quais condições estão participando daquilo que você está sentindo?”

Reconhecer essa dimensão não transforma todo sofrimento em problema social.

Mas pode impedir que uma pessoa carregue sozinha a responsabilidade por condições que nunca estiveram completamente sob seu controle.


Continue explorando

Se entender o sofrimento sociopolítico também significa perceber como as condições sociais, econômicas, políticas e ambientais podem atravessar nossa saúde mental, alguns outros conteúdos do Farol Mental podem ajudar a ampliar essa reflexão.

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Referências

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Sahle BW, Reavley NJ, Li W, Morgan AJ, Yap MBH, Reupert A, et al. The association between adverse childhood experiences and common mental disorders and suicidality: an umbrella review of systematic reviews and meta-analyses. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2022;31(10):1489-1499. doi:10.1007/s00787-021-01745-2. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00787-021-01745-2

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Nota editorial

Este artigo utiliza o conceito de sofrimento sociopolítico principalmente a partir da contribuição teórica de Miriam Debieux Rosa e o relaciona à literatura mais ampla sobre determinantes sociais e estruturais da saúde mental.

As associações apresentadas não devem ser interpretadas automaticamente como relações de causa e efeito. Condições sociais podem participar do sofrimento mental sem determinar o destino psicológico de uma pessoa.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissionais de saúde.

Enfermeiro | Especialista em Saúde Mental (Dependência Química) e Enfermagem do Trabalho Renato Ozeki é enfermeiro formado em 2010, com especializações em Saúde Mental, com ênfase em Dependência Química, e Enfermagem do Trabalho. Atua na Universidade de São Paulo desde 2014 em atividades relacionadas à saúde mental, além de participar de atividades de formação e realizar palestras na área.

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